A direção do jogo nos mandou um artigo que dissertava sobre a tendência que alguns doa artistas musicais baianos têm de mudar de ritmos ao longo do ano, fora do período carnavalesco, porseguinte, solicitando-nos um parecer sobre as idéias apresentadas no texto. Eis minha opnião:

Sobre as idéias apresentadas pelo texto, podemos considerar que os artistas baianos aderem a outros estilos musicais durante grande parte do ano, e retornam ao axé no carnaval, porque é um mercado que movimenta milhões. Isso é fato, mas deve-se lembrar que uma das maiores reclamações da crítica brasileira é em relação a um artista ser repetitivo e utiliza sempre as mesmas formas para impressionar seu público. Isto engloba vários exemplos como novelas, livros, músicas e etc. Se alguém cria algo que se assemelha com outra que este mesmo já fez, é considerado um pecado no ramo artístico e criativo da arte. O público considerado “povão” é o que menos atenta para estes detalhes, pois estarão assistindo a novela água com açúcar e pulando na corda do caranguejo, ou colando na corda, ou pra lá e pra cá bem feliz, todo ano, durante o carnaval, pois uma coisa é certa. O axé é um ótimo ritmo, entretanto, o mais repetitivo de todos. Os shows dos cantores se repetemcom as mesmas coreografias e músicas, as piadas de Ivete Sangalo são sempre as mesmas, as danças de Daniela Mercury e a apática figura de Bell segurando sua guitarra como se fosse um cão com um osso para agradar o seu público, sem dá um passo para frente ou para trás, Durval sempre perguntará o que todos já se cansaram de responder, afinal… ”O Asa Arrêa”? Enfim, essas características estarão em todas, absolutamente todas as manifestações do axé. É só você observar seu artista preferido e notar como cada apresentação tem com certeza, mais de um aspacto que se repete durante anos…
Sendo assim, a viagem que estes artistas fazem por outros ritmos, mesmo que seja algo comercial, acredito que é algo que engrandece a cultura. Em outros países, estilos se cruzam, idéias são partilhadas e novas tendências são lançadas. Por que aqui no Brasil o perfil se consolidaria de forma retógrada a pensar que todo artista tem que se consolidar apenas no seu ritmo, até o final da vida, sem nenhuma abertura ou percepção sobre outras manifestações culturais que está ao seu redor? E qualquer mudança é tida como uma jogada de interesse? Uma questão de preconceito. Acredito então que esta passagem por outros ritmos, repito, é um ponto muito positivo para os atistas baianos, exceto para aqueles que são repetitivos por natireza, e não largam o axé justamente porque como é expresso na dissertação, é um mercado milionário.